Páginas de Liberdade
domingo, 18 de setembro de 2011
Um sorriso do Futuro
Futuro, uma palavra, acompanhada por um destino que bastantes vezes nós simplesmente nem nos lembramos da sua existência, talvez seja por estarmos de tal forma ligados ao passado, e então começamos a morrer num presente amarrado a uma vertente do nosso passado, como se fosse um fantasma que constantemente nos atormenta e destrói aos poucos, que simplesmente nos impede de ver além dele, não nos permite sequer pensar numa solução para lutar-mos e fazer deste passado uma recordação, mas hoje, hoje aprendi que existe uma saída.
Eu apenas vivia num presente algemado ao meu passado, pensei que me iria encontrar naquele estado para sempre, um estado onde tinha medo de seguir em frente, onde sentia tristeza e angústia, sensações que marcam bastante, mas para todos nós, ao longo das nossas vidas, o dia chegará, o dia em que o nosso coração e mente nos permite ver mais além e ai entendemos que afastámos pessoas das nossas vidas que poderiam ter sido a chave da porta da esperança, bastava apenas nos termos apoiado nelas, uma simples pessoa, independentemente do seu físico, pois apenas o seu interior nos poderia libertar.
Hoje eu criei a minha saída, o meu futuro e finalmente hoje consigo ver tudo aquilo que a amargura do sofrimento não me permitia ver, um futuro, um sorriso de felicidade, nem tudo na vida é apenas bom ou mau, simplesmente está tudo equilibrado para tornar emoções, sentimentos, momentos e decisões em algo que nos forneça uma aprendizagem contínua sobre nós mesmo e sobre a vida, e assim por fim hoje vejo o sorriso que o futuro me deu, e esse sorriso és tu, uma vertente do futuro, com uma ligação do presente e uma certeza de amizade e de amor.
E passo a acrescentar que nem tudo na vida é dado de mão "beijada" muitas vezes erramos e com esses erros tomamos decisões, tarde de mais ou não essas decisões podem mudar imensos pontos, até a nossa vida.
Aqui passo a deixar, um Sorriso do Futuro.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Era uma vez...
Ele teria sido deitado fora como se nada mais importasse, como se não tivesse absolutamente significado nenhum, ele sentia-se perdido no meio do nada.
Até que um dia viu que estar ali isolado, sozinho e a sofrer não fazia sentido, e assim ele próprio se ergueu, desenhou uma porta, e construiu a sua própria felicidade.
E assim era uma vez uma tristeza que deu lugar à força e à felicidade...
quarta-feira, 15 de junho de 2011
um adeus...
Gostava de poder dizer que está tudo óptimo, que o sol brilha para mim, que a vida me sorri, mas muito pelo contrário, tudo está contra mim.
Sinto-me dentro de um poço do qual não encontro a saída, só queria poder reconstruir tudo, mas infelizmente não mando na vida, o destino já está traçado e pelos vistos não o posso mudar.
Ás vezes gostava que a minha vida fosse um desenho, do qual pudesse apagar momentos e reconstrui-los, mas isso só em filmes de magia e contos de fadas.
Já deixei de acreditar em contos de fadas e príncipes encantados à muito tempo, talvez esteja na altura de me preocupar comigo, mas, quem é que eu tento enganar, a mim própria talvez, pois aquilo que eu preciso, que me faz falta, não está e porventura não voltará a estar.
Agora classifico-me simplesmente por alguém que a vida lhe sorriu em tempos, mas que agora, por algum motivo lhe tirou o coração.
Simplesmente tenho de ter força, continuar, por mais que custe, tenho de tentar não olhar para trás, mas não é assim tão fácil.
Talvez o erro tenho sido meu, talvez tenha sido um erro conjunto.
Pedem-me para ter força? Só Deus me a pode dar, mas sinceramente, não acredito nele.
Falar é tão tão fácil, mas actuar é tão complicado, nada na vida é grátis, e tudo o que tive não foi de mão dada, foi com o meu esforço e depois de tanto o que passei, lutei, passo e luto, percebo que das duas uma, ou a vida não gosta mesmo nada de mim, ou então sou um amuleto de azar que ninguém quer por perto, vendo bem, talvez seja ambas.
Quem disse que dizer adeus é fácil, só pode estar completamente mentalmente doente, porque um simples adeus daquela parte, faz-me sofrer a todos os segundos.
Por um dia, apenas um, gostava de experimentar o poder da frieza, não ter sentimentos, por e simplesmente não sentir nada, tudo me ser indiferente, mas quem sabe s um dia consiga ser assim, uma pedra de gelo, o que acho muito pouco provável.
Há muita gente que pensa que por ter beleza tem tudo o resto, que não vão sofrer, que vão ver sempre felizes, mas contem-me histórias, o tempo da carochinha já era.
Enfim, tudo se resume a um adeus...
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Um dia...
Simplesmente ela fugiu, pensou que fosse o último dia em que estaria naquele preciso local, naquele preciso tempo.
E porque é que ela fugiu? Porque já nada fazia sentido, já nada lhe dava emoção, apenas um sentimento de desespero e angústia, onde o sol já não brilhava, onde as suas lágrimas eram a chuva que corria pelos vidros da janela que ela todos os dias olhava.
Mas nesse dia, ela guardou as lágrimas para outro dia, fartou-se de não ter valor, fartou-se de acreditar em contos de fadas, então deixou tudo para trás e seguiu ao sabor do vento que lhe batia na cara, e com um sorriso nos lábios, com um olhar de esperança, com uma lágrima de felicidade, seguiu, e nunca mais ninguém a viu.
E este foi o dia em que tudo passou a fazer sentido.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Ninguém resiste
Ninguém resiste ao poder do amor, mas ele tem duas caras, dois lados, duas opiniões, quando se fala em amor só se pensa em estar apaixonado, amor sincero, romântico, querido, e a melhor coisa do Mundo!
Mas todas essas suas descrições podem converter-se numa questão de segundos.
Há coisas, simples gestos que se tornam numa grande bola de neve e nos esmagam, pessoas erram, acertam, amam, mudam, tomam decisões boas, outras más, mas assim se aprende e cresce na escola da vida, com o tempo e com decisões erradas e acertadas é que se sabe o que é viver no mundo real.
Ninguém é perfeito e nunca existira nada perfeito, mas sim aperfeiçoado à sua maneira.
Nunca ninguém irá resistir nem ao amor nem à dor, pois estas duas sensações são o contexto da vida do ser humano e até de maior parte dos seres vivos.
Animais apaixonam-se, pessoas apaixonam-se, tudo o que existe tem de ter uma junção, porque existe sempre a parte que falta para completar tudo o que ainda não foi completado, mas quando é completado, resiste a tudo e se encaixa na perfeição, ai torna-se mais forte e eficaz.
Esta é simplesmente a resistência impossível das leis da vida.
domingo, 24 de outubro de 2010
O que é o amor?
"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que doí e não se sente...."
Para mim o amor é uma coisa que não se explica, apenas se sente e quando se perde ou se está prestes a perder quem amamos realmente é que damos o devido valor, fazemos de tudo para não perder, e lutámos com toda a força, quando se ama não há impossíveis, por amor toda a gente muda, ninguém fica indiferente.
Eu amo, e não quero perder quem amo realmente, quem me dá aquele conforto que mais ninguém pode dar, aquele amor que só nós sentimos, aquele aperto no coração cada vez que nos olhamos nos olhos, aquela sensação famosa das chamadas "borboletas na barriga", aqueles olhos apaixonados, aqueles saltos de alegria, aquele sentimento verdadeiro que por mais que o tempo passe pode diminuir em circunstâncias de crise diga-se assim de passagem, mas se for real, sobrevive e não se apaga a chama.
Tudo isto é amor para mim, "quando se ama, estima-se" mas por vezes falar é fácil e actuar não é assim tão fácil, por vezes errámos e não nos apercebemos dos erros que cometemos, mas eu sei que se o que se sente é real, então esse amor continua durante uma quantidade de tempo incerta.
Quando as palavras não saem vocalmente, mas o coração grita, quando tudo aquilo a que chamamos felicidade e amor está em jogo faz-se de tudo para o ter!
Este sentimento que estou a descrever e a sentir, nunca ninguém me o à de roubar, pois isto não são frases feitas apenas o meu coração a falar...
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Desculpa...
A tristeza que transpiro não se compara á dor que sinto, desculpa, eu fui a culpada, não te queria mal, desculpa a dor que te causei, o sofrimento, não queria que morresses daquela maneira e ainda por cima por minha causa.
Tenho saudades dos teus olhos cor de mel, do teu pelo preto, de quando brincavas comigo, de quando me sujavas de lama, quando me derrubavas, quando ladravas e parecia que dizias: “Vem cá, quero-te perto de mim”. “ Quero miminhos teus.”, de quando no inicio eu me chegava ao pé de ti e tu fugias e te escondias naquele buraco debaixo da madeira e agora tudo isso desapareceu, e a culpa é minha.
A tua teimosia e a minha estupidez mataram-te, mesmo com a corrente saltastes para o quintal do vizinho, na primeira vez tinhas corrente suficiente e eu fui-te buscar, à segunda também e sabes que para aprenderes te dei umas quantas palmadas, mas à terceira eu não estava lá e tu não voltaste, na segunda vez a pensar que iria fazer o melhor para ti meti-te a corrente mais curta para não saltares e afinal só fiz o pior, só te causei essa aflição que nem imagino como foi, a minha mãe e o meu irmão bem disseram para eu não deixar tão pouca corrente para ti, se fossem mais uns 5 centímetros tinhas sobrevivido…
Nem acreditei quando a minha mãe me ligou quase a chorar a dizer que tinhas morrido enforcada pela corrente no quintal do vizinho, eu quando soube fiz um silêncio sinistro para não chorar, mas as lágrimas saíram com tanta força que o sofrimento de culpa e de perda se alastrou pelo meu corpo como veneno, fui imediatamente ter com ela, só pensava em ti e em como te perdi.
A minha mãe disse que também chorou a tua perda, quanto ela te viu foi a correr para dentro de casa a chorar, ela também se sentiu culpada por ter dito para diminuir a corrente, e claro que também chorou pela tua perda, já todos estávamos muito afeiçoados a ti.
Lembraste de quando eu me sentava a teu lado a dizer que para o ano iríamos para a nossa casa, aquela que a minha mãe teve de alugar? E quando eu desabafava contigo, mesmo sendo tu uma cadela parecia que me ouvias e que conseguias sentir o que eu estava a sentir naquele exacto momento.
Nem acredito que morreste, para mim eras mais que uma simples cadela, eras tu, única.
E mais magoada comigo fico sabendo que estavas grávida, não te matei só a ti, mas também os teus filhos, tu deves de me odiar por tudo o que te fiz, mas eu amo-te e peço-te desculpa, nunca pensei que irias saltar de novo, desculpa!
Descansa em paz.
13 de Setembro de 2010
Subscrever:
Comentários (Atom)






