segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um dia...

      



  Um dia ela fugiu sem destino marcado, apenas ela e a sua mente, o seu pensamento do qual nem o céu é o limite.
Simplesmente ela fugiu, pensou que fosse o último dia em que estaria naquele preciso local, naquele preciso tempo.
          E porque é que ela fugiu? Porque já nada fazia sentido, já nada lhe dava emoção, apenas um sentimento de desespero e angústia, onde o sol já não brilhava, onde as suas lágrimas eram a chuva que corria pelos vidros da janela que ela todos os dias olhava.
          Mas nesse dia, ela guardou as lágrimas para outro dia, fartou-se de não ter valor, fartou-se de acreditar em contos de fadas, então deixou tudo para trás e seguiu ao sabor do vento que lhe batia na cara, e com um sorriso nos lábios, com um olhar de esperança, com uma lágrima de felicidade, seguiu, e nunca mais ninguém a viu.
          E este foi o dia em que tudo passou a fazer sentido.

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