quinta-feira, 16 de junho de 2011

Era uma vez...






          Era uma vez um sorriso que foi derrubado por uma lágrima de tristeza, ele simplesmente perdeu-se na angústia de uma incerteza onde nada poderia fazer, onde não encontrava uma saída para a felicidade.
         Ele teria sido deitado fora como se nada mais importasse, como se não tivesse absolutamente significado nenhum, ele sentia-se perdido no meio do nada.
         Até que um dia viu que estar ali isolado, sozinho e a sofrer não fazia sentido, e assim ele próprio se ergueu, desenhou uma porta, e construiu a sua própria felicidade.
         E assim era uma vez uma tristeza que deu lugar à força e à felicidade...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

um adeus...




          Gostava de poder dizer que está tudo óptimo, que o sol brilha para mim, que a vida me sorri, mas muito pelo contrário, tudo está contra mim.
          Sinto-me dentro de um poço do qual não encontro a saída, só queria poder reconstruir tudo, mas infelizmente não mando na vida, o destino já está traçado e pelos vistos não o posso mudar.
          Ás vezes gostava que a minha vida fosse um desenho, do qual pudesse apagar momentos e reconstrui-los, mas isso só em filmes de magia e contos de fadas.
          Já deixei de acreditar em contos de fadas e príncipes encantados à muito tempo, talvez esteja na altura de me preocupar comigo, mas, quem é que eu tento enganar, a mim própria talvez, pois aquilo que eu preciso, que me faz falta, não está e porventura não voltará a estar.
          Agora classifico-me simplesmente por alguém que a vida lhe sorriu em tempos, mas que agora, por algum motivo lhe tirou o coração.
          Simplesmente tenho de ter força, continuar, por mais que custe, tenho de tentar não olhar para trás, mas não é assim tão fácil.
          Talvez o erro tenho sido meu, talvez tenha sido um erro conjunto.
          Pedem-me para ter força? Só Deus me a pode dar, mas sinceramente, não acredito nele.
          Falar é tão tão fácil, mas actuar é tão complicado, nada na vida é grátis, e tudo o que tive não foi de mão dada, foi com o meu esforço e depois de tanto o que passei, lutei, passo e luto, percebo que das duas uma, ou a vida não gosta mesmo nada de mim, ou então sou um amuleto de azar que ninguém quer por perto, vendo bem, talvez seja ambas.
         Quem disse que dizer adeus é fácil, só pode estar completamente mentalmente doente, porque um simples adeus daquela parte, faz-me sofrer a todos os segundos.
          Por um dia, apenas um, gostava de experimentar o poder da frieza, não ter sentimentos, por e simplesmente não sentir nada, tudo me ser indiferente, mas quem sabe s um dia consiga ser assim, uma pedra de gelo, o que acho muito pouco provável.
          Há muita gente que pensa que por ter beleza tem tudo o resto, que não vão sofrer, que vão ver sempre felizes, mas contem-me histórias, o tempo da carochinha já era.
          Enfim, tudo se resume a um adeus...
         

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um dia...

      



  Um dia ela fugiu sem destino marcado, apenas ela e a sua mente, o seu pensamento do qual nem o céu é o limite.
Simplesmente ela fugiu, pensou que fosse o último dia em que estaria naquele preciso local, naquele preciso tempo.
          E porque é que ela fugiu? Porque já nada fazia sentido, já nada lhe dava emoção, apenas um sentimento de desespero e angústia, onde o sol já não brilhava, onde as suas lágrimas eram a chuva que corria pelos vidros da janela que ela todos os dias olhava.
          Mas nesse dia, ela guardou as lágrimas para outro dia, fartou-se de não ter valor, fartou-se de acreditar em contos de fadas, então deixou tudo para trás e seguiu ao sabor do vento que lhe batia na cara, e com um sorriso nos lábios, com um olhar de esperança, com uma lágrima de felicidade, seguiu, e nunca mais ninguém a viu.
          E este foi o dia em que tudo passou a fazer sentido.